Simbologia: Os símbolos de Santa Rita

Nascida em 1381 nas Montanhas de Roccaporena, região de Cascia – na Itália, Santa Rita veio de uma família simples de camponeses. Como filha, esposa, mãe e religiosa, buscou em tudo fazer a Vontade de Deus. Para conhecer esta Santa que é conhecida como “padroeira das causas impossíveis”, precisamos compreender sua simbologia. Os símbolos de Santa Rita revelam uma história de vida envolta pelo amor de Deus.

No entanto,  vamos compreender primeiro um pouco mais da simbologia cristã e sua importância na vivência da nossa espiritualidade.

O Catecismo da Igreja explica que “sendo o homem um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual, exprime e percebe as realidades espirituais por meio de sinais e símbolos materiais. Como ser social, o homem precisa de sinais e de símbolos para comunicar-se com os outros, pela linguagem, por gestos, por ações. Vale o mesmo para sua relação com Deus” (CIC 1146).

Logo, os símbolos tornam-se sinais da ação do Senhor que nos santifica, ao mesmo tempo em que representam nossa ação de prestar culto a Deus. E com os símbolos de Santa Rita não poderia ser diferente.

Agora que você já compreendeu porque a simbologia cristã pode fortalecer sua fé e união com Deus, vamos conhecer os símbolos de Santa Rita. 

O hábito de religiosa

Santa Rita é retratada usando o hábito preto, que representa sua vida religiosa. O véu, também preto, simboliza os votos de pobreza, castidade e obediência. Já a parte branca que aparece rodeando seu rosto representa sua pureza de coração.

Entre os símbolos de Santa Rita, o hábito também representa o milagre da sua aceitação no convento.

Logo que ficou viúva e viu seus dois filhos falecerem, Santa Rita tentou entrar para o Mosteiro, porém, ela foi rejeitada. Disseram a ela que a sua presença poderia pôr em risco todas as religiosas, visto que seu marido havia sido assassinado.

No entanto, era da vontade de Deus que Santa Rita se tornasse  religiosa.

Certa noite, os 3 santos de sua devoção – São Nicolau, São João Batista e São Francisco – apareceram à sua porta e a conduziram até o Convento. Mesmo com as portas fechadas, os três santos conseguiram pôr Rita porta adentro, enquanto ela caiu em êxtase.

Quando Santa Rita – padroeira das causas impossíveis – acordou, ela se deu conta de que estava dentro daquele Mosteiro que antes a tinha rejeitado.

Dessa maneira, as religiosas reconheceram que era da Vontade de Deus que Rita fosse parte de sua congregação.

Santa Rita teve 40 anos de vida religiosa, exemplar, no convento das Irmãs Agostinianas.

A cruz

Santa Rita costumava passar horas meditando a Paixão de Cristo, por isso, entre os símbolos que a identificam, a cruz representa a sua paixão por Jesus. Mesmo antes de se tornar religiosa, ela  contemplava Jesus crucificado.

Todo sofrimento de sua vida era oferecido a Cristo pela conversão de seu marido, com quem se manteve casada por 18 anos. Seu casamento foi um dos períodos mais tenebrosos e sofridos de sua vida.

Seu esposo, que antes se mostrava amável, logo após o matrimônio se revelou violento e passou a ter uma vida entregue aos vícios. Como se não bastasse todo esse sofrimento, Rita teve o marido assassinado depois de ter se convertido, e viu seus filhos gêmeos buscando vingar a morte do pai.

Santa Rita não suportaria ver seus filhos se tornarem  assassinos, por isso disse a Deus que preferia que Ele os levassem para a vida eterna a vê-los perderem a salvação.

Carregando a própria cruz com amor e grande fé, Rita assistiu seus filhos adoecerem e falecerem.

Os estigmas

Rita contemplava O crucificado com tanta devoção, com tanto amor, que chegou a pedir a Jesus a graça de poder sofrer as dores da Sua Paixão.

Dessa sua predisposição surgiu outro símbolo de Santa Rita: o estigma em sua testa.

Atendendo ao pedido de Sua amada filha, Jesus permitiu que Santa Rita tivesse uma ferida aberta na fronte, como a que a coroa de espinhos causou em Sua Sagrada Face.  

Devido a esse estigma, por 15 anos Santa Rita precisou se isolar das outras religiosas, pois a ferida causava mau cheiro. O ferimento só cicatrizou após seu falecimento, em 1475, quando ela estava com 76 anos.

As rosas

Certa vez Santa Rita plantou no jardim do Convento uma roseira, que florescia lindamente. Por isso, em algumas imagens ela é retratada cercada de rosas.

Quando ela adoeceu, algumas irmãs colheram flores dessa roseira e ofereceram a Santa Rita em seu dormitório. A princípio algo natural, contudo, era período de inverno e aquelas rosas haviam brotado de maneira milagrosa.

Por isso, na imagem de Santa Rita as rosas representam a bondade de seu coração e a sua intercessão pela conversão dos pecadores.

Mas esses não foram os únicos motivos pelos quais a rosa foi escolhida para ser um dos símbolos de Santa Rita. 

Parte disso se deve ao fato de que aquela roseira que ela plantou no jardim do Convento continua dando flores até hoje.

O mel e as abelhas

Os biógrafos relatam um caso no mínimo curioso, para os católicos – milagroso, que aconteceu quando Santa Rita era ainda bebê.

Enquanto trabalhavam na lavoura, seus pais costumavam deixar a pequena Rita por perto, dormindo num cesto debaixo de uma árvore.

Numa dessas ocasiões, um lavrador que estava por perto teve um grande ferimento em sua mão causado por  uma foice. Ele saiu apressado para buscar ajuda médica, mas parou quando algo chamou sua atenção.

Ele viu um enxame de abelhas brancas que zuniam ao redor da cabeça de um bebê – a pequena Rita. Aproximou-se imediatamente e tentou afastar as abelhas com a mão machucada.

O curioso é que as abelhas entravam e saiam da boca da bebê depositando mel, sem picá-la. A pequena criança não se queixava e parecia alegrar-se com a companhia das abelhas.

Já a sua mão, enquanto se agitava no ar para espantar aqueles insetos, milagrosamente ficou curada. 

Muitos anos depois, quando Santa Rita passou a viver no convento, abelhas brancas fizeram um enxame no muro do jardim. As abelhas e seu mel significam “doce conversão”, diálogo com Deus.

Santa Rita foi canonizada em 1900. Seu corpo milagrosamente permanece incorrupto até os dias de hoje. Encontra-se numa urna de vidro para que todos possam vê-la, na Basílica de Santa Rita em Cascia, na Itália.

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